domingo, 2 de dezembro de 2012
Felizes são aqueles que comemoram
E os fogos de artifício estouram na noite escura. Em dias normais, você não estaria acordado a esta hora. Mas hoje não é um dia normal. É a virada do ano. E esses estouros, tão altos, que te obrigam a erguer os olhos para a imensidão negra acima, são a marca do fim de um ciclo de 365 dias. Os estouros são acompanhados de luminosos pontos, luminosos pontos que você odeia. Pra que deixar o céu mais "iluminado"? As estrelas não são o suficiente? Aparentemente, não. Por isso você fecha os olhos quando o próximo fogo estoura. Calmamente, sem aparente razão, uma lágrima escorre. E você reza para qualquer Deus disponível neste dia de festa que ninguém perceba. Mas ao seu redor, todos estão se abraçando e se beijando, comemorando o ano que chegou. E você se pega se perguntando se algum deles virá até você. Mas os minutos passam, e ninguém se aproxima. Você balança a cabeça, resoluto. Não pode esperar que eles se importem com você, se você não se importa com eles. Suspira. Balança a cabeça de novo. Por que será que pensara que hoje seria diferente? Ou melhor, ontem. Ou ontem e hoje. Mais um suspiro, e outro balançar de cabeça. A mão voa para o bolso de trás da calça, onde guardara seu precioso pacote de cigarros. Acende um, com as mãos tremendo de expectativa. Com a primeira tragada, a nicotina corre por suas veias e ele para de tremer. Desta vez, não é um suspiro que sai da sua boca, mas sim, a fumaça que ele solta devagar, apreciando a sensação que a droga o causa. Uma olhada rápida para os lados. Não, ninguém reparara nele. Ótimo. Ele e seu cigarro voltarão para a sua cama, da onde na verdade não deveriam ter saído. Comemorações são supérfluas. Não. Comemorações são para pessoas felizes.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Ondas do (no) céu
E dane-se a física. Quero que as ondas me levem, me carreguem. Quero toda a imensidão do céu me possuindo, me tomando. Quero beber da água do mar, brincar com as nuvens, usá-las como travesseiros. Quero dançar na chuva, mas não como todos que saem das ruas e entram nos braços da noite. Quero voar, voar para longe, deixar que o vento e a água lavem-me e levem-me, para onde Deus quiser. Sem preocupações. Sem pensamentos. Sem nada. Só o meu corpo e minha alma, já que desta última eu não posso me separar. Mas por favor, deixe-me deixar meu coração pra trás. Porque esse só me atrasa. O peso me atrapalha. Me sufoca. Doi. Doi demais. E é a razão, o porquê de eu querer fugir em primeiro lugar.
Não me julgue. Que pessoa, em sua sã consciência, nunca quis fugir de seus sentimentos?
domingo, 12 de agosto de 2012
#Twitter e suas loucuras
Eu tenho uma conta no Twitter, e as vezes me pego pensando em como aquele negócio é coisa de louco. Sério mesmo. Pra começar, se vocês pararem pra pensar, o Twitter é pura e simplesmente uma rede social em que todos falam consigo mesmos. Ou seja: uma versão online de um hospício.
Outra coisa estranha são as assim chamadas "hashtags" ou seja lá como se escreve. Basicamente, qualquer coisa que você quiser escrever e que seja colocada um jogo da velha (#) passa a ser uma hashtag. Se alguém aqui entender o sentido das hashtags, por favor, pronuncie-se.
Mas a verdade é que de doido, todo mundo tem um pouco. E quem nunca conversou sozinho? Bem vindos ao mundo do Twitter!
O meu é @barbarabogart, pra quem quiser seguir. ;D
Outra coisa estranha são as assim chamadas "hashtags" ou seja lá como se escreve. Basicamente, qualquer coisa que você quiser escrever e que seja colocada um jogo da velha (#) passa a ser uma hashtag. Se alguém aqui entender o sentido das hashtags, por favor, pronuncie-se.
Mas a verdade é que de doido, todo mundo tem um pouco. E quem nunca conversou sozinho? Bem vindos ao mundo do Twitter!
O meu é @barbarabogart, pra quem quiser seguir. ;D
domingo, 24 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Dê adeus ao amanhecer.
Dê adeus ao amanhecer. Ao que é pacato. Ao simples preto e branco. Dê adeus ao que é normal, simples, comum... Ao que é garantido, escolhido, aceito... Adeus aos lugares-comum, a sociedade, a moda... A tudo aquilo que não merece ser seguido, escutado, vivido. A vida é curta demais para se perder esperando o amanhecer. Vivendo sempre as mesmas coisas. Do mesmo jeito que ontem. De uma forma normal, simples, comum. A vida é curta demais para vivermos com base naquilo que é garantido, escolhido pelos outros e aceito por nós por simples medo de errar. Sem mais lugares-comum. Sem dar ouvidos a sociedade, que dita a moda e os nossos corações. Só a vida. Viver. Isso é vida.sexta-feira, 24 de junho de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Eu uso uma máscara.
Eu uso uma máscara.Eu uso uma máscara.
Eu uso uma máscara.
Eu uso uma máscara.
Minha máscara não é de papel.
Não é de cartolina.
Não é de papelão.
É de ferro.
Minha máscara não ataca.
Não machuca.
Não irrita.
Me protege.
Minha máscara não faz mal aos outros.
Mas sim a mim mesmo.
Mas, no final do dia,
Eu uso uma máscara.
E sou feliz assim.
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